ainda mais poesia
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meu navio no mar

 
Há um navio gigante
que parece vazio.
Parece errante
mas segue o rio.

O grande rio,
de aguas sujas
também sagradas,
sujas das vivências
mal acostumadas.

Nada importa,
se o navio não afunda,
aberta suas portas,
a todas as portas do mundo.

O que leva este navio,
a navegar somente,
do fim ao começo do rio,
de toda e qualquer gente?

É a gente em si
seu único valor real,
que o faz à deriva,
seu porto natural.

Guardas os segredos
do estranho olhar
que o guarda
que o esperam sem medo,
em noites de luar.

 

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